quinta-feira, 17 de maio de 2012

Maçonaria Italiana

Papa Pio IX
É fantástica a história de nossos Irmãos Italianos. Por mais de mil anos a Igreja Católica dominava o território da atual Itália. O Papa era não só um líder religioso, mas também a autoridade temporal de toda a sociedade, muitas das vezes como chefe do legislativo, do executivo e do judiciário, possuindo riquezas, terras e exércitos, tendo fragmentado o território em Estados Nacionais.  

Naturalmente o povo ansiava por uma única unidade, uma verdadeira nação. Contra a Igreja surgiram vários lideres e os principais eram Maçons, no contra-ataque os Papas emitiam documentos (“Bulas Papais”), somente o Papa Pio IX assinou mais de 500 documentos condenando ou questionando a atuação dos Maçons.

Vem dessa época nossa celeuma com a Igreja. E para piorar, venceram os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e o Papa tornou-se apenas o Líder da Igreja e sem grandes territórios. A Maçonaria cresceu e floresceu na Itália unificada. Até que por conta de nossas diretrizes, o Governo de Mussolini viu na Maçonaria um inimigo a ser combatido e por conta de um “decreto” todos os italianos que pertenciam ou admiravam o fascismo deveriam abandonar as fileiras maçônicas.

Isto resultou em vários episódios de violências contra nossos Irmãos. O Grão Mestre da época solicitou ao Governo Central que tomasse providência contra estes ataques. Em resposta Mussolini criou comitês para vigiarem as atividades das Lojas e listarem os Irmãos que combatiam o governo.

Há um episódio muito interessante, em que numa entrevista, Mussolini conseguiu “jogar” o povo contra a Maçonaria, dizendo que no resto do Mundo a instituição era voltada às obras de apoio e filantropia para a população, porém na Itália ela tinha o maligno caráter político influenciada pelo Grande Oriente da França (País inimigo).

Mussolini
A pressão foi imensa e várias Lojas abateram Colunas. Vendo o bom resultado de sua intenção, Mussolini vinculou os maçons italianos a agentes franceses e ingleses, que estariam sabotando as atividades de guerra italiana.

Nossos Irmãos foram caçados e mortos às centenas; a sede do Grande Oriente foi invadida, pilhada e profanada. Uma história interessante foi a do General Cappello que era fascista e maçom, chegou a ser Grão Mestre do Grande Oriente Italiano, negou seus juramentos, saiu da Sublime Ordem, contribuiu na perseguição dos Irmãos, tomou-se homem de destaque no Partido Fascista e pouco tempo depois se viu na mesma condição de prisioneiro, junto com seus antigos Irmãos; foi acusado e condenado por suposta participação em tentativa de matar Mussolini.

Se me permitem um comentário: “Aqui se faz, aqui se paga!” Durante o Governo Fascista a Maçonaria e os Maçons sofreram muito. Hoje ela está em pleno desenvolvimento, sendo respeitada, exercendo atividades sociais e políticas que em muito contribuem para o desenvolvimento da Nação.

Diferentemente de muitas capitais européias, em Roma não encontramos símbolos maçônicos pelas esquinas, talvez pela forte presença da Igreja Católica. 

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