terça-feira, 17 de maio de 2011

Luvas Brancas

Quem não se lembra dessa frase: “Estas são destinadas àquela que mais direito tiver à vossa estima e ao vosso afeto”? 
E dá vontade de entregá-las à amada após a Iniciação! Todos nós sabemos que representa a distinção e a pureza, mas também a OBRIGAÇÃO de manter as “mãos” imaculadas. 
No Dicionário de Maçonaria do Irm Joaquim Gervário há um comentário de Wirth que expressa bem a relação da presenteada, do presente e do presenteador: 
“As luvas brancas, recebidas no dia de sua iniciação, evocam ao maçom a recordação de seus compromissos. A dama que lhes mostrará as luvas se estiver a ponto de fracassar, lhe aparecerá como sua consciência viva, como a guardiã de sua honra. 
Que missão mais elevada podería ele confiar à dama que mais ele ama?” Como praticamos a Maçonaria Simbólica é de bom uso deixarmos em nosso ambiente de trabalho pelo menos uma peça da luva. 
Vivemos em mundo muito competitivo e se não estivermos atentos acabamos nos envolvendo nessa luta sem vencedores. Uma luva colocada em um saquinho plástico no cantinho da gaveta pode ser o “ponto” que nos recordará dos valores e virtudes maçônicas: Tolerância, Ética, Verdade, Caridade, Amor, Fraternidade, Honestidade e vários outros valores que às vezes nós mesmos colocamos à prova por conta de um maior ganho material. 

Saibamos usar as luvas não somente nas atividades de gala da Loja, mas tenhamos também por elas o comprometimento de não maculá-las para quando passarmos ao Oriente Eterno possamos usá-las com distinção e classe ou teremos que voltar para lavá-las com muita água e sabão! 

Quanto às luvas entregues às cunhadas, conte para elas esta história: 

Nos Estados Unidos havia um grande cirurgião de nome William Stewart Halstedt, além de sua fantástica habilidade cirúrgica, ainda entrou nos anais da medicina como importante inventor de equipamentos médicos; ele era apaixonado por uma de suas assistentes de cirurgia, a enfermeira Caroline Hampton. Por conta de manusear produtos químicos para a esterilização dos equipamentos, ela desenvolveu uma forte dermatite o que a impossibilitou de trabalhar com o Dr. William que por sua vez sentiu-se fragilizado pela ausência da amada deixou de operar.
Logicamente a situação foi ficando preocupante e ele procurou um empresário que havia recentemente descoberto um novo produto, seu sobrenome era Goodyear (ele mesmo, o dos pneus) pedindo para que o mesmo produzisse luvas de borracha para a proteção de Caroline e para que não houvesse constrangimentos para ela, toda a equipe passou a usar as referidas luvas, que na época eram pretas e grossas. Com as novas tecnologias elas se tornaram delicadas como em toda boa estória de amor, o Doutor e a Enfermeira se casaram, trabalharam juntos por muitos anos e o que hoje chamamos de luvas cirúrgicas, por muitos anos foram chamadas de “luvas do amor”, por conta de tudo o que se passou e pela pureza que representa ao serem manuseadas no tratamento dos enfermos. 

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