quinta-feira, 5 de abril de 2012

Livre e de Bons Costumes?

Quantas vezes ouvimos esta frase e a repetimos com ênfase e gozo, sem ao menos nos darmos conta que nem todo Maçom é um homem livre e de bons costumes. A conceituação primária da expressão está fundamentada nos Landmarks. O “livre” vem do Landmark 18, logicamente devemos entender adjetivo conforme a conjuntura temporal.

Quando homens que trabalhavam forçosamente e sem nenhum direito (escravos), não eram considerados “homens livres”, portanto não poderiam ingressar na Maçonaria. 

Hoje a Sublime Ordem exige que seus membros sejam Homens que possam dispor de sua pessoa para travar o bom combate, Homens que não estão sujeitos a algum senhor, Homens que não se intimidam com telefonemas do Mandatário (é num ato assim que percebemos o uso inadequado e peculador da Instituição). 

Vejo muito disto no Brasil, em época de eleições, a Chapa apoiada pelo Grão Mestre consegue os dados cadastrais de todos os Irmãos, etiquetas de endereçamento, veículos para viagens e o pior: a presença ostensiva do “Chefe”, que faz ligações para os Veneráveis, gera intriga, diz que sabe de tudo que se passa na outra Chapa, incita as Lojas a promoverem melhorias físicas na Oficina dizendo que de imediato estará colaborando com uma parte dos investimentos e que o restante ficará a cargo do seu “querido sucessor” e lá vão os presentinhos (espada flamejante, retrato do Grão Mestre, Bottons da Instituição, Bandeiras, diplomas e comendas).

Como podem ver, isto não é um “bom costume”, mas todos nós sabemos que aconteceu e voltará a acontecer. Mesmo assim, nunca deixe de ser livre politicamente. No caso específico de eleições, é fácil perceber se o candidato é um “Maçom Livre”. Se ele mudou de lado, abandonou aqueles que no princípio lhe deram apoio e procurou afago nas barbas daquele que anteriormente tentou lhe “passar para trás” é porque está sujeito às peias ou restrições e a Maçonaria não aceita em seus quadros, um servil, um escravo.

Ser de bons costumes, entre outras coisas é compreender que todos os Maçons são absolutamente iguais (Land.22), crer em um ser superior e a existência de uma vida pós morte (Lands 20 e 19) e o principal: todo Maçom está sujeito às leis e Regulamentos da Jurisdição Maçônica em que reside (Land.17), portanto nenhum de nós, independente de grau ou cargo pode deixar de cumprir a Lei.

Muito me entristece ver um documento constando que tal candidato não está sendo processado e todos nós sabemos que sim, como pode um homem agindo assim almejar o título de Irmão? A motivação do processo é irrelevante perante o absurdo da mentira proclamada dentro de nossa casa! A denominação “Livre e de Bons Costumes” não pode ser usada na primeira pessoa (eu sou), ela é um título conquistado por nossas ações (ele é), tenhamos sempre em mente, Irmãos com conduta ilibada, Irmãos que construíram, que são agregadores, que nunca causaram mal estar em nossas atividades, Irmãos que não usaram da Instituição para a conquista de cargos públicos, miremos nestes valorosos Irmãos e acompanhemos suas pegadas, pois o caminho a dois é sempre mais curto.

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