domingo, 18 de março de 2012

Espada Flamejante

Flamejante ou Flamígera? Pode parecer a mesma coisa, mas há uma sutil diferença; Flamígero vem do latim flammigeru que corresponde a flammiferu que em português é Flamífero que é o adjetivo daquilo que apresenta chamas.

Já Flamejante é o adjetivo do que flameja, sendo flamejar um verbo intransitivo que traduz a ação de lançar chamas.

Numa visão pessoal passível de concordância ou não e acreditando que na Maçonaria nem tudo o que se vê é o que se compreende, eu penso que quando a espada está sobre o Altar do Venerável Mestre ela é uma Espada Flamígera, nas Sessões Magnas na hora da Sagração ela é uma Espada Flamejante.

Quando ela está no Altar ela ilumina, quando ela está sobre nós, ela lança a Luz, principalmente se pensarmos que a batida do Malhete é o "interruptor".

Flamejante também é uma espécie de estilo arquitetônico conhecido como gótico florido, muito comum nas catedrais do Velho Continente, é caracterizado por ornamentos que tem o aspecto de chamas.

As espadas em si podem ser vistas sobre três aspectos em nossas sessões: primeiro quanto ao aspecto do "Poder Temporal", quem tem a espada "comanda", o Venerável Mestre "comanda" os trabalhos da Oficina, Os Guardas Interno e Externos "comandam" o movimento na Porta do Templo, lembrando que somente eles podem "tocar" a porta.

Há em alguns ritos a instrução para que a espada dos Guardas tenha a mesma forma da espada do Venerável Mestre, principalmente se pensarmos que o cargo dos Guardas ou Cobridores deva ser ocupado por um Past-Venerável, no Rito de York é assim!

O segundo aspecto é o "Poder Espiritual", somente aqueles instalados no Trono de Salomão, somente aqueles que foram sagrados em determinados Graus Superiores é que compreendem que quando segurada pelo punho é uma arma ofensiva, mas se segurada pela lâmina sua conotação é totalmente diferente.

É saber se colocar como Bom Pastor. E nesse ponto que surgiu a forma ondulada da lâmina, os ritualistas da Maçonaria leram em Gênese, capítulo 3, versículo 24 (Ele expulsou o homem e colocou diante do jardim do Éden os querubins e a espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida) e interpretaram que o "instrumento" que Deus deu aos querubins deveria estar à disposição do Presidente da Loja, pois ele com Sabedoria fará o uso correto da espada de fogo que pode ferir, mas que tem a missão primaz de afastar as trevas.

O terceiro aspecto é o simbólico, como extensão do braço direito daquele que a segura, indicando que não haverá lugar no mundo onde aquele que está vendo a ponta da espada poderá se refugiar em segurança da justiça maçônica, mas também amplifica todos os sentimentos emanados pelo Irmão que a segura com o braço esquerdo, pois o coração de cada Maçom é uma usina a produzir as mais puras vibrações em prol da sociedade.

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