domingo, 11 de março de 2012

Coluna da Beleza

Vim para as comemorações do 41º aniversário de fundação da ARLS Gonçalves Ledo número 16 jurisdicionada a Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul. 

Aqui presenciei a verdadeira instrução da Coluna da Beleza. Nos livros de instrução maçônica, encontramos que esta “estrutura” é a Coluna do Segundo Vigilante, situada ao sul, representada por uma coluneta da terceira e mais rica ordem de arquitetura conhecida como coríntia, cujas principais características são; capitel muito bem elaborado, na forma de um sino invertido, decorado com folhas de acanto. São elegantes e esquias, pois normalmente sua altura é 11 vezes seu diâmetro. 

Em algum momento de nossa história, resolveram também incorporar a simbologia do Templo de Salomão, imagens de Deuses Grego-Romanos. Temos então a luxuriosa Vênus/Afrodite (grego/romana) com toda sua fertilidade e amor, simbolizando a beleza. Instintivamente relacionamos “Beleza” com aspectos estéticos captados pelos sentidos físicos. Vemos o bonito, escutamos a clara oratória, o aroma dos incensos nos embriaga, percebemos a doçura do manar e o toque do que é polido, nos agrada. 

Queridos Irmãos, a Maçonaria não é uma ciência exata, nem biológica e muito menos uma doutrina do fisicalismo. As instruções dessa Coluna não estão no que é profano (contrário ao respeito devido a coisas sagradas). Ao estarmos sob influxos da Coluna do Sul, os cinco sentidos (que são os nossos mais fieis conselheiros) devem captar os sagrados valores dos sãos princípios da moral maçônica. 

Os olhos (da matéria e do espírito) vêem o comportamento ético dos Irmãos, os ouvidos (da matéria e do espírito) escutam a forma educada como os Irmãos se manifestam, as papilas gustativas (da matéria e do espírito) o educam a gozar os prazeres da vida com moderação, o olfato (da matéria e do espírito) o encaminham para a educação de não meter o nariz onde não foi chamado e por fim o tato (da matéria e do espírito) é a sensibilidade que nos mantém na mais justa e perfeita civilidade. 

Observem que fiz questão de colocar os sentidos como físicos e espirituais, a princípio pensaríamos em oposição desta dualidade, afinal temos dois níveis ou graus distintos da manifestação da vida. Porém não há dualidade em confrontação entre eles, há sim uma dualidade complementativa.

A grande beleza dessa coluna está na instrução que se bem aplicados, os sentidos físicos favorecem o enlevo espiritual e que são os “sentidos espirituais” que devem guiar o Maçom em sua jornada material. Como escrevi no início, aqui nesta terra onde o Grande Arquiteto do Universo espalhou fartamente a beleza, os Irmãos agradecem esta dádiva com imenso respeito, carinho e fraterna amizade. Obrigado por tudo que senti durante nossa convivência.

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