sexta-feira, 9 de março de 2012

Círculo de Pertenência

A convite do Irmão Osman B.F. Montalvan Filho, Garante de Amizade Brasil-Bolívia vim participar do II Congresso Maçônico – Bolívia 2011, entre várias palestras e mesas de trabalho, uma delas foi “La Masoneria Ejecutiva: Círculos de Pertenencia”. Mas, afinal o que venha ser isto. 

Basicamente é o que a maioria dos Maçons reclamam: FALTA DE AÇÃO! 

Sempre escuto Irmãos dizerem que vivemos do passado, que a Maçonaria não faz nada. Escuto calado, quando me pedem a opinião, respondo: - A MAÇONARIA FAZ METADE DAQUILO QUE VOCÊ FAZ, normalmente recebo em troca um sorriso sem graça. Afinal metade de nada, é nadinha. Devemos compreender três coisas:

1) O passado já passou.

2) A maioria dos fatos que colocam a Maçonaria como autora é exagero, estas ações foram feitas por Maçons, foram pouquíssimas as vezes que a Maçonaria como Instituição, esteve à frente. Não é possível que você não acredita que havia Maçons escravocratas e imperialistas por exemplo.

3) Os tempos mudaram; hoje o Maçom cobra da Maçonaria um posicionamento institucional e por sua vez a Instituição Maçônica (sejam as Lojas ou Potências) cobram de seus Membros a efetiva participação nas atividades extra Templo.

Naturalmente a sociedade vê a Maçonaria como uma entidade de “culto”, se olharmos bem, ela está certa, afinal nos reunimos sempre no mesmo dia, hora, local e fazemos a mesma coisa (ritual). Precisamos nos conectar com a sociedade civil para conquistarmos o respeito e a liderança. Baseado neste princípio a Grande Loja da Bolívia criou os CP (Círculo de Pertenencia). Em respeito ao trabalho apresentado e para não correr o risco de uma tradução mal feita, vou transcrever o conteúdo da ação em espanhol: “CÍRCULO DE PERTENENCIA (CP) es un grupo interactivo y multidisciplinario de maestros masones dedicados a analizar temas de actualidade, cuyo propósito es definir corrientes de pensamento que permitan al hermano el desarrollo de criterios sólidos para ejecutar acciones individuales, grupales e institucionales, com el fin de mejorar, tanto el discurso como la acción masónica, em espacios de mayor participación e integración, acordes a la nueva visión de la masonería del siglo XXI.” Esta é a grande chave: qualquer Irmão, qualquer Loja ou qualquer Potência deve se conscientizar que no passado, eramos OPERATIVOS, na atualidade somos ESPECULATIVOS, mas somente teremos futuro se nos tornarmos EXECUTIVOS. Precisamos estar atentos a demanda da sociedade civil à qual estamos inseridos. Portanto está tríade: ANALIZAR-DEFINIR-EXECUTAR é a salva-guarda que poderá fazer crescer a Sublime Ordem. “El propósito de un CP es creae un escenario de discusión abierta, donde el maestro masón encuentre la motivación necesaria para desarrollar su capacidad intelectuaal y poner em prática las enseñanzas que le otorgan los tres grados fundamentales: aprendiz, compañero y maestro. La masoneria así practicada se vuelve más efectiva, más dinámica, om valor agragado, donde el máson se dedica a analizar y discutir asuntos de importancia, em los campos institucional, social, económico, cultural, medio ambiente y otros, practicando valores y virtudes que aprende em los templos masónicos. Me permitam, os Irmãos de outros Orientes e Potencias, faço aqui um alerta aos Irmãos da Grande Loja de Minas Gerais; nossa instituição está engajada em vários projetos (meio ambiente, segurança social, campanha antidroga entre outros) e se me perguntarem o que a Maçonaria tem feito, já sabem a resposta. Portanto trabalhemos neste propósito: “De la Masonería Especulativa a la Masonería Ejecutiva, nuestro compromiso de trabajo no significa trabajar más, sino trabajar mejor.”

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