quinta-feira, 8 de março de 2012

Chapéu na Maçonaria

Há quem diga que o uso do chapéu na Maçonaria se dá por influência da Realeza Européia e que o Chapéu é a “Coroa Maçônica” que demonstra a autoridade do Venerável Mestre e quando usada por todos “traduz a perfeita igualdade entre os Mestres. 

Eu questiono estas instruções por ver algumas incoerências com o nosso princípio da IGUALDADE. O Venerável Mestre não tem poder sobre a Loja, ele apenas conduz os trabalhos, não há superioridade, há uma hierarquia ritualística que começa ao Meio-dia e termina à Meia-noite. 

E se o chapéu fosse mesmo símbolo da maior autoridade presente como ficaria uma reunião com todos os Irmãos devidamente cobertos? 

E temos na descrição do Chapéu, com suas abas caídas e seu tecido inferior, o simbolismo da humildade; sinceramente coroa não combina com humildade. 

Os meus estudos me levam a crer (posso até estar errado, afinal sou um Maçom Especulativo) que o uso do Chapéu é uma herança judaico-cristã, pois todo judeu, pelo menos os ortodoxos, após a circuncisão usam um pequeno “gorrinho”, uma “calota” sobre a parte mais alta da cabeça, que eles chamam de “ki pá”. 

Ele é o ícone que indica “onde termina o homem” e mostra que acima de sua cabeça (compreensão), há algo superior, algo transcendental, onipresente, onisciente e onividente. 

Este artefato de pano recebe em português o nome de solidéu. 

As autoridades eclesiásticas católicas também o usam e sua cor varia conforme o grau da autoridade. 

Quanto a hora de estar “coberto ou descoberto” a ritualística católica ensina que: 

“O solidéu é retirado durante a oração eucarística, no momento da consagração, porque diante de Jesus não se cobre a cabeça, em sinal de altíssimo respeito ao Cristo presente no altar sob as espécies consagradas; todos os clérigos que possuem caráter episcopal (isto é, que são bispos), retêm o solidéu durante a maior parte da missa, removendo-o no início do cânon e recolocando-o depois de concluída a comunhão. 

Os demais clérigos não podem usá-lo senão fora da liturgia.” Interessante não é? Quais são os momentos em que o VM deixa de usar o Chapéu? 

Os Maçons esotéricos vêem uma ligação direta entre nossos sinais e hábitos com os Chacras. 

A palavra chacra vem do sânscrito e significa "roda", "disco", "centro" ou "plexo". 

Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. 

Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico. 

Os Vedas (5.000 a.C.) contêm os mais antigos registros sobre chacras de que se tem notícia. 

Quando foram escritos, o Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras. 

São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça. 

E qual é a resposta final? Não há! Cada Irmão tem uma visão e compreensão dos nossos símbolos, os graus de sensibilidade variam, mas estas diferenças não nos tornam superiores, prevalecerá sempre o princípio da Igualdade manifestada pela Fraternidade de nos reconhecermos apenas pelo título de Irmãos e pela Liberdade de procurarmos o conhecimento. 

Finalizo com mais umas informações para os Irmãos que gostariam de saber um pouco mais sobre o Sahasra. (Chacra Coroa)

Nome em sânscrito: SAHASRA ("O Lótus das mil pétalas")
Mantra: Aum.

Localização: No topo da cabeça, bem no centro.

Cor: Violeta e Branco.

Elemento: Todos os elementos.

Funções: Revitaliza o cérebro.

Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. 

Abre a consciência para o infinito.

Qualidades Negativas: 
Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.

O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. 

Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. 

Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.

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